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E então acontece a mágica e nesse encanto maravilhas surgem em nossa vida.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

MÔNADA ESPIRITUAL - A Centelha Divina - Componente Próprio Espiritual.

ENTROPIA 
O surgimento da vida organizada só ocorreu por uma ação contrária à entropia natural dos sistemas físicos, uma consciência própria e única numa ação neguentrópica (que nega a entropia)Alguns profissionais da Física consideram existir no universo a chamada Entropia crescente, uma tendência à desorganização crescente dos sistemas. 
O neo-evolucionismo que integra os conhecimentos científicos e filosóficos da palingênese (reencarnação), bem como a visão neo-espiritualista de conceber a evolução infinda e infinita, considera basicamente a existência de uma energia cósmica, esta força cósmica preside e coordena todas as leis naturais. 
A universalidade ou onipresença desta lei organizadora a nível micro e macrocósmico é fator determinante do processo evolutivo. 
Por isto, evoluir é inexorável a todos os seres.
O segundo princípio básico  é a existência de uma energia espiritual em todos os seres. Seja qual for o ser , temos que admitir a existência de uma contraparte extrafísica em todas as criaturas da natureza. 
Todo raciocínio do neo-evolucionismo, sob a ótica se alicerça no dinamismo energético desta força propulsora da evolução. 
É a "centelha divina"ou Deus em nós ou ainda a mônada espiritual.  
Desde os primórdios do despertar da consciência que o homo sapiens sente, pelo sábio mecanismo do instinto, que existe a Lei Maior do universo. 
Este sentimento instintivo que possui, é um efeito cuja causa é a existência da Lei presente no seu próprio componente espiritual, o qual o liga com a causa primária de todas as coisas; Deus. 
Não aceitamos, nem nos referimos aqui, à concepção antropomórfica e medieval de Deus. Falamos do absoluto. Suas manifestações não podem ter princípio nem fim. 
Não houve portanto um momento da criação. 
Ela é constante e eterna, lembrando que o universo possui bilhões de astros habitáveis. "Ele ",não é só um princípio exterior mas um princípio que atua do nosso interior. 
É a essência e o porquê das coisas e dos fenômenos. 
É a grande força que opera do íntimo das coisas. 
Disse o maior dos filósofos: Vós sois deuses; Deus está em vós. 

A mônada espiritual presente nos seres sobrevive, ou continua a existir, independente da destruição dos mesmos, este é o terceiro ponto ou princípio básico sobre o qual o raciocínio se assenta. 
As provas de sobrevivência, ou indícios são dadas pelos inúmeros fenômenos psíquicos pesquisados com ardor por autores internacionalmente considerado no meio científico. 
A energia espiritual , que sobrevive à morte, retorna, atraída pela energia vital dos seres vivos recém gerados ou gestados. que se traduz por "único", "simples". Como tal, faz parte dos compostos, sendo ela própria sem partes e portanto, indissolúvel e indestrutível. 

A mente humana, constituída de tal forma que não consegue raciocinar senão sobre símbolos acumulados na memória, jamais diretamente sobre os dados sensíveis, exceto na medida em que a forma ilustrada deles coincida com algum símbolo prévio; por sua vez, provêm dos dados sensíveis é preciso um longo e complicado processo de acumulação, filtragem e síntese imaginativas, inconsciente ou subconsciente na sua maior parte para que a infinidade de elementos colhidos pelos sentidos se organize numas quantas formas estáveis. 
São estas formas que condensadas em nomes ou em quaisquer outros sinais reconhecíveis constituirão a temática do raciocínio no objetivo de suas aspirações, seus desejos realizados, sem que, entretanto se perceba claramente por qual meio se realizará o pensamento. 
Apenas acontecerá... Esta é uma melhor forma de resumir a tão misteriosa experiência das migrações do ser.



Magicamente



O rapazola se misturou as cortinas atrás do tablado e quando estas se abriram, subindo feito uma sanfona desengonçada lá estava ele todo abobado num ridículo traje destoando de qualquer coisa; Cartola, fraque e gravata borboleta, num  esquálido esticado corpo esguio sem capricho ou compostura, engomado e enrolado a termo de quem se demorou a alcançar aquele intuito. Fixo sobre o nariz avantajado uma bolinha vermelha tal um incomodo palhaço mudo de olhar profundo num alguém perdido diante da censura de uma plateia ausente. Ou talvez, procurando por um sorriso, buscando cumplicidade ou algo mais como uma presença amiga espiritual  acolhedora que o encorajasse a seguir naquele intuito.

Um mágico ou um truão,um saltimbanco naquela silhueta muda e sorrateira aproveitando o espaço dentre o súbito da orquestra e o silêncio da plateia como se não fosse uma próxima atração e descabido de como atuar apenas ousasse se aventurar naquele espetáculo anônimo em particular. 

O cortinado foi-se abrindo vagarosamente, arrastando-se pelo assoalho do palco tão cheio de suspense quanto inusitado o moço ainda de rosto maquiado encoberto com a enorme e sinistra cartola, insurgiu daquele turvo já retirando uma das luvas e nada de aplausos acontecia... 

Todos queriam curiosamente algo mais além daquela entrada fútil entediada. O tocador da tuba engoliu a seco mal sabendo se acompanhava os movimentos daquele vulto singular com onomatopeias insignificantes ou se permitia algum acompanhamento de improviso; então se decidiu por aguardar até que se desenrolasse algo espontâneo da parte dos metais ou tambores dali em diante, mas tudo era silêncio como se nenhum pasquim aguardasse um algo de novidade.

Ele mesmo talvez desejasse já ter se apresentado e sido aplaudido ou bem recebido e atingido o sucesso esperado, no entanto o presente momento era fútil até aquele instante nada agradava os demais expectadores. E então o estranho e audacioso mágico anônimo, chamou a atenção com gestos sincronizados de uma condição da orquestra que passou a mimicar seus movimentos com proeza e eficácia,.
Ruge estão os tambores!
E seus simples movimento pareciam conter música propícia, agora como se ele mesmo fosse um maestro colocando suas mangas de fora encantava com tão pouco a ponto de insinuar algumas palmas tímidas lá do fundo. Sua luva branca destacou-se por si, pois solta no ar bailou distantes das mãos exigindo maior atenção dos convivas. Acinturou-se sem modéstia, o mago ali de braços cruzados fez-se notar retirando da cartola ingrime um mata-mosca e pôs-se a perseguir a luva fujona e aquilo era estranhamente convincente, aquele moço tinha talento.
Ele levitou no ar, fez sumir e reaparecer coisas ousando bular a própria ciência, irritando a concorrência que os boatos alcançaram os camarins, despertou a curiosidades dos críticos que já planejavam novos shows e espetáculos com novas plateias. E então o magico magicamente decidiu encerrar, agradeceu com acenos e  silêncio, ofertando cumprimentos de realeza curvou-se de cartola em punho. Um pássaro branco e luminoso plainou todo o antro levando luz até lá nos corredores, dai retornou ao mágico como um facho de luz radiante em modesta e encanto. As cortinas foram se fechando e ele então desapareceu com encanto e aplausos.
Quando tantos se levantaram curiosos em saber quem era aquele talento nato, apenas um homem choroso sentando em um banco lá junto as cordas e maranhado sabia quem era aquele moço.
_Noutro dia um garoto burlou a segurança e entrou até meu escritório a termo de implorar que lhe desse uma chance de agradar este público, disse o dono do lugar em soluços, o garoto teimava em firmar que sabia agradar e conquistar esta gente indelével... Neguei-lhe a chance de subir ao palco e sequer permiti-lhe uma demonstração, ele vestido daquela mesma roupagem implorou-me que lhe permitisse pelo menos uma mágica, retirou seu pássaro da cartola e o chamou de luz serena, um dos segurança esbofeteou o pássaro em pleno voou e o bicho caiu morto aos pés do moço, ele então abaixou pegou o pássaro  e o fez reviver com um sopro e tudo aconteceu tão rápido, tão magicamente, pois o segurança crendo na possibilidade do garoto revidar de alguma forma sacou sua arma e atirou no moço que morreu em meu braços e suas últimas palavras foram...
_Eu só queria agradar...
_Hoje todos nós o enterramos, logo cedo, todos os acordes, toda a sinfonia e orquestra, todos os comediantes e garçonetes e serviçais, toda esta casa de show... Porque ainda ontem nós o matamos quando censuramos a chance dele brilhar no palco dos nossos preconceitos com a simplicidade de algo sem truque.

Didio Dufrayer-Autor

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Ai de nós, se não passarmos a conjugar o verbo tolerar

A mágoa pode vir a ser útil quando sabemos o limite entre os erros dos outros e o quanto nós também contribuímos para seus erros nos ferirem. Sei que jamais vou agradar a todos e que também, não conseguiria avançar sozinho. Compreendo que confiança irrestrita é uma ilusão e que precisamos aprender a dizer não; Deixar de dar ouvidos a amigos que não tenham a noção do que eu realmente quero atingir na minha vida; Precisei primeiramente aprender a valorizar o que vale e o que não vale a pena ser valorizado sobre o que falam a meu respeito.
E também acerca do trabalho que realizo.
Como agradeço aos céus por terem me ensinado o caminho para livrar-me, pouco a pouco, do peso do perfeccionismo e das máscaras de superioridade. A vaidade é a mais grave doença, mas que jamais será erradicada sem a coragem de investigá-la de frente e poder dizer que não me sinto especial por tudo o que passei, mas que me sinto capaz e humano. Sinto-me aliviado em perceber que  humanizar-se é uma proposta para dentro e que a tarefa, antes de tudo, tem de acontecer no terreno dos próprios sentimentos enquanto que a cobrança é um reflexo da arrogância humana, um vício invisível que lho torna vítima do assédio inteligente de alguns e dos caprichos vampirescos de outrem. Esperamos muito dos outros, quando, na verdade, temos o direito e o dever de aplicar severidade somente a nós mesmos nos assuntos do crescimento e da melhoria moral; evangelizar-se aqui é sinônimo de reforma uterina; é recomeçar do zero na medida em que nos tornamos alguém útil pela expansão da proposta das atitudes e iniciativas, ciente de ter apenas dado um pequeno passo, ante a imensidão de um futuro promissor.
Ai de nós, se não passarmos a conjugar o verbo tolerar todos os dias. A Terra é uma prisão com detentos perigosos e se quisermos correção e crescimento não há outra solução sem muita paciência, disciplina, tolerância ativa e fraternidade legítima sem nada esperar. Sem elogios. Difícil...
Como é difícil ter uma amizade sincera, meu Deus! Qual a minha parcela de responsabilidade nesse assunto.
Existem dois tipos de amizades: A verdadeira e a não confiável, as duas são distintas e frágeis, tanto uma quanto outra são mutáveis, deveríamos ser mais unidos, mais amigos e compatriotas, não conseguimos.
A angústia é o chamado da vida interior para novas descobertas sobre si mesmo. Uma vida sem emoção ou fracassos é uma rotina que retrata a falta de vínculos afetivos, do brilho nos olhos e secura nas palavras, é a ausência de habilidade para lidar com enfermidades morais de longo curso, é um rigor inconveniente que cria o clima da cobrança derrapando na invigilante conduta de destacar imperfeições;  e nesse contexto de exigências são alimentados os vermes exterminadores dos bons costumes: Quais sejam o ciúme e a inveja, cujos focos principais poderão ser percebidos nos seguintes efeitos: desmotivação, rejeição,insegurança, decepção e disputa...
É quando concentramos mais atenção aos defeitos que aos valores na relação de uns com os outros.
Basta um instante para examinar mentalmente o defeito de alguém e nossos sentimentos se alteram motivando condutas e decisões, escolhas e palavras. É quando nos sentimos à vontade para julgar, que conseqüentemente estacionamos o pensamento nesse minutinho de concentração para sentenciar alguém, a nossa língua envenena o ambiente e o rancor ganha peso.
Assim dessa forma a intimidade é alvo de fofocas, tal um par de olhos que não vêem como deveriam as necessidades profundas, são como lentes invasoras no mundo alheio de quem frequenta é quando um segredo só está bem guardado até distrair-se da amizade menos sincera.